Mordidas de Filhote: Como Ensinar Seu Pet a Não Morder Mãos e Pés
Filhotes que mordem mãos e pés precisam ser redirecionados para brinquedos.

Mordidas de Filhote: Como Ensinar Seu Pet a Não Morder Mãos e Pés

07/08/2026 5 min de leitura

Todo tutor que já adotou um filhote de cachorro ou gato conhece bem a fase das 'mordidinhas'. Aqueles dentinhos afiados como agulhas parecem estar em todos os lugares: nos calcanhares enquanto você anda, nos dedos das mãos durante os carinhos, na barra da calça e até no nariz quando você se aproxima para um beijo. Embora as mordidas de um filhote de dois meses possam parecer inofensivas e até engraçadas no início, ignorar ou encorajar esse comportamento é um erro que pode custar caro no futuro. Filhotes que mordem mãos e pés precisam ser redirecionados de forma consistente para brinquedos adequados. Se essa correção não for feita desde cedo, o filhote crescerá acreditando que a pele humana é um brinquedo de mastigação aceitável, o que pode resultar em mordidas graves e dolorosas quando ele se tornar um animal adulto com força total na mandíbula.

Por que os filhotes mordem tanto?
Antes de corrigir o comportamento, é fundamental entender por que ele acontece. Os filhotes exploram o mundo através da boca. Assim como os bebês humanos usam as mãos para tocar e sentir texturas, os filhotes usam a boca para investigar objetos, interagir com o ambiente e se comunicar com seus irmãos de ninhada.
Além da exploração natural, existe um fator biológico crucial: a troca de dentes. Entre o terceiro e o sexto mês de vida, os filhotes passam pela dentição, perdendo os dentes de leite para a chegada dos dentes permanentes. Esse processo causa inflamação, coceira intensa e dor nas gengivas. Morder alivia esse desconforto físico, por isso eles procuram morder tudo o que encontram pela frente, incluindo móveis, sapatos e as mãos dos tutores.
Por fim, as mordidas também são uma forma de convite para brincar. Na natureza, os filhotes brincam de lutar e morder uns aos outros. É através dessa interação que eles aprendem a 'inibição da mordida' – ou seja, aprendem a controlar a força da mandíbula. Quando um filhote morde o irmão com muita força, o outro solta um ganido agudo e para de brincar. Essa é a lição mais valiosa que eles recebem sobre limites.

O Erro de Usar as Mãos como Brinquedo
O maior erro que os tutores cometem é usar as próprias mãos para brincar de 'lutinha' com o filhote, balançando os dedos na frente do rosto do animal para provocá-lo. Ao fazer isso, o tutor está enviando uma mensagem clara e confusa: 'minhas mãos são brinquedos divertidos que você pode caçar e morder'. O filhote não tem a capacidade cognitiva para entender que pode morder a mão de leve durante a brincadeira, mas não pode morder a mão quando o tutor está tentando limpá-lo ou colocar a coleira. Para o cão ou gato, mão é mão, e se foi ensinado que é brinquedo, ele sempre a tratará como tal.

Como Redirecionar as Mordidas: O Treinamento Correto
O processo de ensinar o filhote a parar de morder humanos exige paciência, consistência e a colaboração de todos os membros da família. O objetivo não é impedir que o filhote morda (já que morder é uma necessidade natural), mas sim ensinar a ele o que é permitido morder.

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A Técnica do Redirecionamento: Tenha sempre um brinquedo apropriado à mão (ou no bolso) quando for interagir com o filhote. Se ele tentar morder seus dedos ou calcanhares, não puxe a mão bruscamente (isso simula o movimento de uma presa e o instiga a morder mais forte). Em vez disso, mantenha a mão imóvel e, com a outra mão, ofereça imediatamente um brinquedo atrativo, como uma corda ou um osso de borracha. Assim que ele pegar o brinquedo, elogie-o com entusiasmo. Repita isso todas as vezes. A mensagem é: 'pele humana não é para morder, mas este brinquedo é muito divertido'.

Ao persistirem os sintomas um médico veterinário deverá ser consultado. Siga a SocializaPet para mais dicas de saúde, alimentação e comportamento.